Aborto no Brasil: uma questão de Saúde Pública

9 set

O aborto no Brasil é proibido e passível de punição legal para a mulher e a pessoa que ajudá-la a realizá-lo, como um profissional de saúde. Segundo o código penal brasileiro, que foi redigido em 1940, só existem duas situações em que o aborto é permitido: nos casos onde a gravidez foi resultado de estupro ou em situações em que há risco de vida para a mulher gestante. Essa legislação, apesar de antiga, encontra-se em vigor no país, sendo pouco discutida pelos parlamentares.

A realidade é diferente e precisa ser discutida por todos, em especial, as mulheres. Cada gravidez ocorre em um momento e pode ser esperada ou não. Apesar da lei, a prática é comum. Todo mundo conhece alguém que fez ou já pensou em fazê-lo. O número de mulheres que morrem ou ficam lesadas após um aborto é gigantesco.  Ele é a terceira causa de morte materna no Brasil, levando também a altos custos hospitalares.

Essa é uma decisão pessoal, de cunho íntimo e deve ser pensada exaustivamente pela mulher e os envolvidos na situação. Independente da decisão tomada, sempre há dor e perda. A mulher precisa de acolhimento e escuta. Assim, o sistema de saúde deve ajudar a mulher. Oferecer segurança e tratamento é proporcionar dignidade humana.

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