Arquivo | novembro, 2011

Como podemos reconhecer o sofrimento infantil?

30 nov

Esse post nasceu de uma ideia muito difunda no senso comum e que costumo ouvir na minha clínica: “toda a criança é feliz”. Bom, esse é um mito bastante equivocado e que trás sérias questões à infância. As crianças sofrem sim, e os pais e cuidadores devem estar atentos a isso.

O que acontece com a criança é que, muitas vezes, seu sofrimento ou preocupação não aparece como em adultos. Sua forma de comunicação é diferente e um conflito pode ser visto na forma da criança se comportar ou reagir nas situações. É frequente que a criança tenha dificuldade na nomeação de seus sentimentos e não os expresse verbalmente.

Assim, é importante observar o estado geral da criança. Algumas questões podem orientar os pais quando a criança muda seu comportamento ou parece entristecida: ela gosta da escola? Tem amigos? Gosta de voltar para casa? Tem atividades/ hobbies próprios? Gosta de brincar?  Tem adoecido com frequência? Ela se machuca (como, por exemplo, roer as unhas) ou destrói seus brinquedos?

O tratamento psíquico é de grande ajuda para a criança poder se expressar e se situar melhor na sua vida e também na relação com seus pais. A Psicanálise trata a criança enquanto um sujeito e, assim, como alguém que pensa, sofre, vive e é capaz de querer melhorar. Tratar uma criança é poder contribuir na construção de um adulto mais feliz.

Como escolher um obstetra ou uma parteira?

22 nov

A escolha do obstetra ou de uma parteira deve ser feita cuidadosamente. Infelizmente, para a maioria das mulheres essa escolha não se dá livremente, devido a fatores como imposições de planos de saúde, profissionais reduzidos no SUS ou baixo conhecimento do tema.

Entretanto, a mulher pode e deve se preocupar com a qualidade do profissional que irá realizar seu parto. É muito comum ouvir as lamentações de mulheres que desejavam um parto normal, mas que (pelos motivos mais absurdos) foram submetidas às operações cesarianas. Sim, operações. Outra história comum é o abandono das mulheres no momento do parto, pois o médico alega ganhar pouco pelo procedimento. Nesses casos, quem faz o parto é o plantonista ou a mulher precisa ser removida para outra unidade de saúde.

Deixo algumas dicas que podem ajudar na análise do profissional:

1)      Peça indicações de pessoas conhecidas que gostam e recomendam o profissional.

2)      Muitos médicos dizem que fazem parto normal, mas na hora não fazem. Se você prioriza um parto normal, procure indicações de pessoas que você conheça que tenham conseguido parir por essa via.

3)      Perceba como é o atendimento no pré-natal. Observe se o profissional é atencioso, interessado e cuidadoso. Um ponto importante: veja se ele te escuta e respeita suas preferências sobre o andamento da gravidez e parto.

4)      Você pode fazer uma pesquisa na internet para saber o que dizem sobre o profissional. Trabalhos, congressos e o próprio currículo podem estar online. Uma dica é usar a plataforma Lattes (um site que reúne o currículo de profissionais que são pesquisadores, formadores ou atuam em programas do Governo). É só digitar o nome do profissional e ver o que aparece. O link é: http://lattes.cnpq.br/

Espero que essas orientações sirvam de auxílio! Um abraço!