Arquivo | janeiro, 2012

A dor do aborto recorrente

18 jan

O sofrimento das perdas pode ser danoso

Algumas mulheres querem muito engravidar, mas não conseguem. Frente à impossibilidade, algumas delas recorrem a tratamentos de reprodução humana, como a fertilização in vitro. Outras mulheres conseguem engravidar sem problemas, mas após um período da gravidez o sonho de ser mãe nem sempre acontece e pode se transformar no pesadelo dos abortos recorrentes ou repetitivos. Depois de um momento feliz, ao saber da gravidez, a mulher se vê perdendo o bebê e junto com ele o projeto da maternidade.

É muito doloroso para a mulher vivenciar a perda. O processo de luto precisa ser revivido constantemente o que pode levar a queda da auto-estima e a insegurança na própria capacidade de ser mulher. Elas descrevem um enorme sofrimento, muitas vezes vividos de forma solitária. A impressão relatada é a de que ninguém poderá ajudá-la, uma vez que seu sonho não consegue se realizar. Em alguns casos, os familiares também ficam bastante abalados, sem conseguirem dar apoio à mulher.

Mesmo sendo um problema mais discutido nos casos que utilizam técnicas de reprodução assistida, diversas mulheres enfrentam a dor do aborto recorrente. Sabe-se que problemas físicos podem ou não estar presentes nesses casos, sendo importante ainda os aspectos psíquicos de cada mulher. É importante que ela mulher se fortaleça, compreendendo o que é possível ou não de ser feito frente ao sonho de ser mãe. Escutar a mulher e apoiá-la são modos de ajuda importante.

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Grávidas podem amamentar sim!

3 jan
Amamentação

A gestação não é impedimento para a amamentação

Esse post foi escrito a pedido de uma leitora que tinha dúvidas sobre se poderia ou não continuar amamentando seu filho mais velho. Após uma busca pela leitura especializada, posso dizer que os especialistas não contra indicam a amamentação em caso de nova gravidez. Entretanto, há alguns cuidados que a mulher deve adotar, principalmente com a alimentação. Afinal, nesse momento a grávida estará alimentando três pessoas: o bebê, o filho mais velho e ela mesma. Mas isso não é motivo para comer demais, principalmente comidas calóricas e sem qualidade nutricional. O ideal é caprichar em alimentos saudáveis, ricos em vitaminas, proteínas e fibras.

Com relação aos possíveis riscos, a literatura garante que a amamentação na gravidez é segura. Em alguns casos, o leite pode mudar de gosto ou ter sua quantidade reduzida. Mesmo assim a qualidade do leite materno é mantida.

Assim, parece ser mais um mito não poder amamentar na gravidez. O Ministério da Saúde inclusive recomenda a continuidade do aleitamento. Até porque é bem provável que o filho mais velho já esteja comendo outros alimentos e o leite seria um complemento na alimentação. Contudo, converse sempre com seu médico ou membro da equipe de saúde, pois alguns casos exigem a interrupção ou desmame mais precocemente. Se a mulher decidir por fazer o desmame isso deve ser feito devagar para não prejudicar a alimentação da criança e o vínculo estabelecido entre mãe e bebê. Informações seguras sobre a nutrição do filho mais velho ainda podem ser obtidas com o pediatra, que irá orientar a mulher e a família sobre o desenvolvimento da criança.

Um abraço e um ótimo 2012!

Caroline.

Alguns trabalhos consultados e diponíveis online:

1) King, FS. Como ajudar as mães a amamentar. 4ed. Brasília. Ministério da Saúde, 2001.

http://www.fiocruz.br/redeblh/media/cd03_13.pdf

2) Andrade MAG. Aleitamento Materno.

http://scholar.googleusercontent.com/scholar?q=cache:43QiNS_k4DYJ:scholar.google.com/+amamenta%C3%A7ao+e+nova+gravidez&hl=pt-BR&as_sdt=0