Arquivo | fevereiro, 2012

Como escolher a maternidade ideal para a chegada do bebê?

25 fev

A chegada do bebê é um momento único para todas as grávidas. E, por incrível que pareça, a experiência do parto pode ser muito influenciada pelo local de nascimento escolhido para a grande hora! Ufa, são tantas coisas a pensar: localização, preferência do médico, locais cobertos pelo plano de saúde, falta de vagas…

  1. A preferência do médico deve ser ouvida com carinho. Isso porque quando ele está acostumado a trabalhar em uma determinada instituição ele pode conhecer e se relacionar melhor com a equipe de saúde. Isso também pode facilitar para uma internação mais ágil e menos burocrática.
  2. Cheque com o convênio de saúde todos os locais disponíveis. Não deixe de visitá-los e aproveite para conversar com profissionais que lá atendem.
  3. Converse com outras mulheres que tiveram seus bebês no local escolhido. Veja se elas gostaram do atendimento recebido e se recomendam a instituição.
  4. Se você usa o SUS não deixe de ter algumas opções. Talvez você pode não ser atendida na unidade escolhida e precise recorrer à outra instituição. Mesmo que uma boa maternidade seja distante de sua casa ela poderá ser usada.
  5. Ao optar por uma casa de parto conheça o local e siga as dicas acima. Em casos de partos normais e pacientes de baixo-risco elas podem ser uma ótima opção.
  6. Em casos de gravidez com complicações é importante o local oferecer recursos como UTI neonatal e materna.
  7. Para finalizar a principal dica: não se impressione apenas pela beleza do local! Algumas maternidades são lindas, modernas, mas fornecem um atendimento desumano e totalmente rotinizado, ou seja, sem individualização de gestante para gestante.

Boa sorte!

Por que as mulheres querem a cesárea? Comentários sobre a reportagem do Jornal Hoje

13 fev

No dia 8 de Fevereiro o Jornal Hoje exibiu uma matéria bem interessante sobre as altas taxas de cesariana no país. Nota 10 para a iniciativa de uma grande emissora em entrar no mundo do mercado da assistência ao parto. Infelizmente, a nota não é tão boa em relação ao que foi exibido.

Para entender por que as mulheres “preferem” a cesariana, o Ministério da Saúde encomendou à FIOCRUZ uma pesquisa que irá ouvir 24 mil mulheres, buscando motivos para a suposta preferência. Essa iniciativa é ótima e espero ouvir as verdadeiras razões, pois o que foi exibido não reflete a realidade. As mulheres foram colocadas como responsáveis por tal fenômeno. No Brasil, as taxas de cesarianas chegam a 30% no SUS e 82% na rede privada, enquanto o recomendado é 15%.

Apresentaram-se mulheres dizendo que têm medo do parto normal, devido à dor. Bom, hoje existem métodos seguros de analgesia, ou seja, de alívio para dor. Mas a realidade é bem diferente. Poucos locais disponibilizam médicos anestesistas e outros nem garantem a presença de um acompanhante, o que é um desrespeito à Lei. Que dirá questionar o médico sobre suas condutas, como aponta o Secretário de Atenção à Saúde…

Segundo Alberto Zaconeta (presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia) as cesarianas só vão diminuir quando as mulheres e os hospitais mudarem a mentalidade. Bom, mas e os médicos? Não vamos discutir as cesáreas eletivas em dias de semana, o chamado “sofrimento fetal” que justifica todas as intervenções cirúrgicas, e a agenda do profissional? Afinal, pela rapidez do procedimento em casos de cesarianas, o médico pode agendar até 6 operações em um dia, bem diferente de um parto normal. Além de outros 1000 motivos como: reserva de mercado, hierarquização da saúde, baixa qualidade da assistência e etc… Será que são as mulheres que querem a cesárea ou elas foram ensinadas a querê-la?

Veja a matéria e forme sua opinião! Um abraço!

Como amamentar meu bebê? Quais são os benefícios trazidos pela amamentação?

8 fev

Esse post é a última parte da entrevista com o Dr. Marcus Renato de Carvalho que está sendo divulgada no série Mitos e Verdades sobre a Amamentação. Abordaremos agora as formas de amamentar o bebê e alguns dos muitos benefícios trazidos pela prática. Boa leitura!

    Caroline – Qual é a melhor forma de amamentar o bebê?

Dr. Marcus – Na hora da amamentação, o bebê deve ficar bem juntinho ao corpo da mãe, com o nariz e o queixo encostados no peito. Não precisamos colocar os dedos “em tesoura” para liberar as vias aéreas… Todo recém nascido tem o reflexo de sucção e é capaz abocanhar a aréola. O foco principal é oferecer um posicionamento confortável do bebê no colo da mãe, proporcionando uma boa pega. O tamanho dos seios também não influencia na quantidade de leite produzida pela mulher. A pega nos mamilos é o fator decisivo para a amamentação.

Caroline – E com relação aos mamilos? Existe algo para evitar as fissuras ou machucados na mama?

Dr. Marcus – Para uma amamentação adequada os mamilos podem ser normais, planos ou invertidos: qualquer tipo pode ser abocanhado pela boca do lactente caso a mama não esteja cheia. Esse momento deve ser ser algo prazeroso e não doloroso. Não é para sangrar o bico do seio, rachar ou ter mastite, que é a inflamação/infecção das mamas. Quando isso ocorre, sabemos que a mulher não foi bem orientada. O apoio de um profissional capacitado em manejo da lactação é indicado.

Caroline – E quais são os reais benefícios da amamentação para o bebê? Por que é importante estimular o aleitamento?

Dr. Marcus – A amamentação é benéfica tanto para o bebê quanto para a mãe. Ela estimula o crescimento saudável e o desenvolvimento de toda a face, além de evitar infecções e diversas doenças crônico-degenerativas, cânceres, alergias etc. Outro ponto positivo e pouco comentado é a importância dos seios na organização psíquica dos bebês que, ao agarrá-los, sentem-se apoiados na hora das refeições. No caso da mãe, pode-se afirmar que a amamentação diminui a incidência de câncer uterino e de seio, diminui a chance de anemia, além de facilitar o emagrecimento.

Agradeço ao doutor Marcus pela gentileza das informações. Visitem o site da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação e não deixem de ver outra entrevista bem informativa do médico para a Revista Mundo Estranho.

Créditos:  Marcus Renato de Carvalho é consultor de amamentação pelo IBCLC e docente de Pediatria da Faculdade de Medicina, UFRJ

 

Matéria sobre as altas taxas de “partos” cesarianas no Brasil

8 fev

Amigos, hoje o Jornal Hoje irá transmitir uma matéria sobre as altas taxas de cesarianas no Brasil. Acho que vale a pena ver. Amanhã farei comentários no blog!

Abraços!!!

Participe da enquete: por quanto tempo você amamentou seu bebê?

2 fev

Aspectos psicológicos importantes para uma boa produção de leite

2 fev

Um ambiente tranquilo pode levar ao sucesso da amamentação

Esse post é a segunda parte da entrevista com o Dr. Marcus Renato de Carvalho que está sendo divulgada no série Mitos e Verdades sobre a Amamentação. O tema central aborda os aspectos que influenciam a produção de leite. Aproveite!

Caroline – Muitas mulheres têm medo de não produzirem leite na quantidade suficiente para seus bebês. Como o leite é produzido?

Dr. Marcus – O leite é produzido pelo ato de sucção das mamas pelo bebê, ou seja, quanto mais ele suga, mais leite a mulher terá.

Caroline – Entretanto, algumas coisas importantes devem ser levadas em consideração como o estado psíquico da mulher…

Dr. Marcus – O processo de amamentação é influenciado pelas características da mulher. Quando a mãe não está se sentindo confortável e tranquila ela pode não liberar a ocitocina, que é o hormônio responsável pelo início da descida do leite. Esse leite “do final” da mamada é mais gorduroso, sendo capaz de sustentar mais o bebê.

É importante dizer que tudo pode influenciar a amamentação, desde um ambiente familiar propício até a chegada do bebê em um “momento” não adequado. É por isso que os aspectos psicológicos são importantes, uma vez que o leite é produzido no peito e na cabeça. A amamentação envolve uma generosidade muito grande da mulher, é uma doação. Entretanto, nem sempre ela está em condições de fazer isso.

Caroline – Então acho que podemos pensar em preparação para amamentação nesse sentido: ajudar a mulher no processo do aleitamento, ensinando técnicas e tornando o ambiente familiar o mais propício possível. A harmonia familiar e o estímulo à lactação podem ser importantes para todos os membros, especialmente a mulher e o bebê.

Dr. Marcus – Acredito que se a mãe não for preparada e apoiada, ela pode ter dificuldades para amamentar. Ao contrário do que muitos pensam o aleitamento não é um ato instintivo ou inato, mas sim uma habilidade cultural que precisa ser (re)aprendida.

O próximo post será sobre formas de amamentar o bebê. Aguarde!

Mitos e verdades sobre amamentação: a preparação dos seios

1 fev

É com prazer que começo uma nova empreitada: a coluna de entrevistas especializadas. Quero aproveitar esse espaço para divulgar informações seguras que vão além do meu campo de atuação, a Psicologia.  Para isso contarei com convidados de outras áreas que fornecerão maiores detalhes sobre temas de interesses de vocês.  O primeiro entrevistado é o Doutor Marcus Renato de Carvalho, da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação. Por ser rica e detalhada em informações, eu a dividi em quatro posts que serão lançados ao longo dessa semana. Espero que gostem! Abraços…

 

SOBRE A PREPARAÇÃO DOS SEIOS:

 

Caroline – Sempre ouvimos dizer que existem cuidados que as mulheres devem ter para uma boa amamentação. Isso é verdade? As mamas/mamilos precisam ser “preparadas”?

Dr. Marcus – As mamas não precisam e não devem ser “preparadas”, pois isso pode levar a machucados e infecções. Durante a gestação há o crescimento do tecido mamário, o escurecimento da aréola. É isso que faz com que ela se torne mais resistente para a hora da amamentação. Além disso, ocorre o desenvolvimento das glândulas de Montgomery (uns “carocinhos” na aréola), que produzem uma secreção lubrificante e anti-séptica para proteger o mamilo do atrito da boca do bebê durante as mamadas.

Algumas conhecidas técnicas, como os exercícios de Hoffman, ordenha e aplicação de pressão negativa não estão mais indicados durante a gestação. Esses métodos não induzem o parto prematuro, mas não se mostram efetivos.

 

Caroline – Há várias mulheres que fazem uso de sabonetes ou de técnicas de preparação do mamilo, como o banho de sol. Quais delas funcionam realmente?

Dr. Marcus – O uso de sabonetes nos mamilos e nas aréolas deve ser evitado por duas razões: para não provocar rachaduras e para não remover a oleosidade natural da pele. Também não recomendamos mais a exposição da mama ao sol, mesmo que por poucos minutos. Isso porque, atualmente, já se tem certeza que o que causa fissuras é a pega incorreta do bebê na hora da mamada. É importante observar se o bebê abocanha toda a aréola e não só o mamilo, o que seria a pega correta. Outro fator capaz de provocar as fissuras é oferecer o seio quando ele está muito cheio.

 

O próximo post será lançado amanhã e abordará quais fatores são importantes para a produção do leite. Espero por vocês!

Abraços!