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O segundo da distração, um luto eterno: a dor insuportável do desaparecimento de crianças

1 set

A coluna Maternar da Folha de São Paulo mostrou uma matéria super interessante sobre o desaparecimento de crianças. Em Kuala Lumpur, uma organização que luta nessa causa montou um vídeo que mostra como um estranho pode facilmente se aproximar de uma criança se seus pais ou cuidadores não tiverem perto. O vídeo é marcante, pois a abordagem pode de fato ser muito rápida e os desfechos desastrosos.

Ótima causa, ótimo vídeo. Isso porque o luto por crianças desaparecidas é o mais difícil de ser feito pelos pais. A morte de uma criança já é algo devastador, mas existe um ritual de despedida e dor. Um local para chorar a perda, para orar. No caso dos desaparecidos a dúvida é constante, o luto nunca termina. Será que ele vai voltar? Sim, ele vai voltar. O que aconteceu com ele? As fantasias de dor e sofrimento são infindáveis. Despedir-se é impossível. O processo de luto envolve o deixar ir, o desapego do amor investido e a volta do envolvimento no mundo. Como deixar ir alguém que não se sabe para onde e como se foi? Será que se foi?

Nesse ponto vem as medidas de precaução, algumas polêmicas. Nos casos de crianças pequenas existem algumas condutas importantes para além da atenção redobrada dos cuidadores: pulseiras com dados de identificação, busca de passeios em locais mais reservados e seguros, evitar a aglomeração e as chamadas coleiras infantis. Acredito que não é interessante julgar os pais que adotem qualquer uma das medidas. Se eles as adotam é devido ao medo de perderem seus filhos. Isso não é humilhação, mas cuidado. E cada um cuida do jeito que é possível para si.

Certa vez vi a seguinte cena: era véspera de natal e tinha uma mulher no aeroporto sozinha com uma criança de um ano e meio cheia de energia. Ela carregava uma mala enorme, bolsa pessoal, bolsa da criança e a própria criança com a chamada mochila coleira. Ela estava alucinada e enfrentava uma fila de quase 2 horas para embarque, e isso na fila “preferencial” diga-se de passagem. Alguns poderiam dizer que ela não deveria estar sozinha porque estava sobrecarregada. Contudo, cada um tem uma realidade e essa é a dela talvez. Não penso que essa mãe estava descuidada e não queria prestar atenção em seu filho, mas ao contrário, queria protege-lo de um lugar cheio de distrações e estranhos.

Para as crianças mais velhas algumas condutas são interessantes: marcar pontos de encontro, ensinar o telefone dos pais e, principalmente, é importante ensinar a evitar o contato com estranhos, mesmo que esses sejam simpáticos. Principalmente em locais lotados fica a dica: não tire os olhos dos pequenos. E os ouvidos… E a atenção…

 

Veja a campanha no vídeo abaixo, é fundamental:

 

Um abraço,

Caroline

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O final da lincença maternidade: babá, avós, creche?

7 fev

A maternidade é um mundo completamente novo. Tem mulheres que ficam tão apaixonadas por seus filhos que decidem abrir mão de suas carreiras e passam a se dedicar totalmente aos cuidados com o bebê. Isso pode durar alguns anos ou mesmo para sempre. Essas mães não precisarão se perguntar sobre babá ou creche, mas irão se perguntar sobre qual o melhor momento para a escola.

Contudo, existem várias mulheres que adoram trabalhar e não pretendem ficar no papel de mães em tempo integral. Outras precisam trabalhar para contribuir com o sustento dos filhos. Tudo bem, sem nenhum problema ou julgamento. Não é porque as mulheres desejam retomar seu trabalho que elas não se preocupam com o bebê. Não conheço uma só mulher que não se perguntou sobre os cuidados do bebê no momento de retorno ao trabalho.

As opções mais frequentes são a babá, os familiares ou as creches. Vamos pensar nas características de cada escolha. Não existe caminho melhor ou pior. Existe o que naquele momento é o melhor arranjo possível.

  Babásedu2a

As babás podem ser ótimas opções para quem tem filhos muito pequenos. Nesses casos, o bebê não irá precisar adaptar sua rotina a rotina de uma instituição escolar. Além disso, ele estará com seu corpo mais desenvolvido contra as doenças infantis ao entrar na escola. As babás podem ser curingas nos casos onde as mães não trabalham tempo integral e podem dividir a tarefa dos cuidados do bebê com elas.

Mas é bastante difícil encontrar uma pessoa qualificada, de confiança e disponível para isso. Alguns pais não suportam a ideia de deixar seus filhos com uma pessoa desconhecida, pois o bebê é indefeso. Ainda acreditam que a babá não é capacitada para prover recursos educacionais. Uma funcionária também é algo oneroso, caro para as famílias e que está se tornando menos comum.

Avós

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Os avós ou familiares podem ser uma boa saída para quem tem dificuldade de confiar seu bebê a uma babá e ainda não querem colocá-lo na creche. Esse arranjo é interessante para aquelas famílias que sentem prazer em cuidar dos netos e ajudarem em sua criação. Mas hoje em dia muitos avós ainda trabalham e são ativos, com uma vida cheia de compromissos pessoais.

Nem todos os avós desejam ajudar na educação dos netos com uma tarefa tão rotineira. Eles curtem mais passeios esporádicos e se dispõem a ajudar nas famosas “emergências”. Além disso, nem sempre tem energia para acompanhar as necessidades de desenvolvimento do bebê e muitos já tem uma saúde comprometida.

Quando se escolhe por um familiar é importante o diálogo prévio com uma série de combinados como, por exemplo, horário e remuneração ou ajuda de custo com os gastos do bebê. Isso ajudará no dia-a-dia para que todos entendam suas tarefas.

Creches ou escolasedu2c

Ótimo recurso para aqueles que não têm familiares ou não acreditam que uma babá pode ser responsável pela educação de uma criança. A vantagem da creche é a segurança. Geralmente é um ambiente vigiado, onde vários profissionais atuam conjuntamente, o que dificulta abusos e maus tratos. Outro ponto interessante é a disponibilidade de horários das instituições para os pais que trabalham.

Quando se opta por um berçário tem que se levar em conta fatores como: localização, recomendação de conhecidos, segurança, higiene e currículo dos profissionais que ali trabalham. Os pais devem-se estar atentos ainda a idade da criança. Muitas escolas aceitam somente crianças acima de 1 ano ou que já se locomovem.

Não existe uma escolha única também. Várias famílias dividem-se em combinações diferentes. O melhor caminho é tentar descobrir o que sua família realmente precisa, tentando atingir o bem estar de todos.

Boa sorte e até o próximo post da série A importância da escola no processo educacional.

Caroline

A importância da escola no processo educacional

6 fev

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Início de ano e a vida começa a voltar ao ritmo normal. É tempo de retomar as atividades de trabalho e período onde as crianças começam a frequentar a escola. Para muitas, será necessário o período de adaptação, principalmente para aquelas que vão à escola pela primeira vez.

Para outras crianças é tempo de desafios: escola nova, amigos novos, um monte de professores e matérias diferentes. Já para os mais jovens é tempo de muito esforço e estudo, pois será necessário pensar em se preparar para o futuro. Lá vem a faculdade e o despertar da vida profissional.

Tudo isso levanta muitas dúvidas nos pais. As mais frequentes são: Como preparar meu filho para o mundo? Que escola devo escolher? O que meu filho precisa para crescer? Qual é a escola que mais atende minhas necessidades?  Babá ou creche? O que meu filho deve saber para a vida?

E o tema ainda mobiliza os filhos: não gosto dessa escola que meu pai escolheu, não tenho amigos, não sei o que cursarei na faculdade, não sou bom o suficiente.

Frente à riqueza do assunto resolvi fazer uma série de posts sobre a importância da escola no processo educacional das crianças e famílias. O primeiro post sairá amanhã tocando na delicada questão da volta da mulher ao trabalho e os cuidados com o bebê.

Espero que gostem,

Caroline