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Vale a pena fazer cursos para gestantes em maternidades?

14 mar

Olá leitoras,

curso de gestantes
Eu resolvi fazer esse post porque já perdi a conta de quantas vezes ouvi a pergunta: “vale a pena fazer esses cursos para gestantes?”. Em primeiro lugar quero deixar claro que essa é uma opinião pessoal. Tem pessoas que amam e acham super válido, enquanto outras que acham banal. Eu penso que depende muito dos seus objetivos e da instituição ou local em que você pretende fazer.
Bom, vamos lá. Muitas maternidades oferecem hoje o chamado “Curso de gestantes”. Nos hospitais privados, eles geralmente acontecem durante um dia inteiro aos finais de semana e são pagos. Geralmente são ministrados por uma enfermeira obstétrica, com auxílio ou não de outros profissionais (médicos, psicólogos). A carga horária divide-se em temas como: tipos de parto, tipos de anestesias, aspectos da vida emocional das gestantes, exibição das instalações da maternidade, regras gerais da instituição, exames pós-parto, cuidados de saúde da gestante, lista do que levar e os primeiros cuidados com o recém-nascido.

Os contras: De modo geral, as gestantes saem de lá exaustas. São cansativos, com muitos casais e pouca abertura para questões mais particulares. A cena do banho com o bebê de borracha é muito estranho. Quem já cuidou de um bebê sabe como é impossível ele ficar estático no banho. É uma questão de treino e adaptação e não de um manual técnico. A idéia do parto normal é amplamente divulgada, mas na prática, pouco acontece. Os homens ficam deslocados. Acho que o conteúdo poderia ser repensado e aproveitar melhor a presença dos casais.

Os prós: Conhecer as regras da instituição é muito bom. Inclusive, sobre taxas de acompanhante e coisas do gênero que são proibidas. Os nomes são variados, até mesmo taxa do avental hospitalar. Saber para onde se dirigir na hora do parto e saber a “cara” do lugar torna o ambiente familiar. Conhecer os benefícios do hospital sobre quais exames ele oferece ao recém-nascido e a mãe, inclusive os cobertos em lei pelo SUS ou convênios. Ter algum contato prévio com a equipe de saúde é muito vantajoso.

Uma dica imperdível: no cafezinho você pode conversar nos bastidores sobre a real possibilidade do tipo de parto que você deseja e sobre as características do seu médico e a equipe!

Discutirei outros tipos de cursos nos próximos posts, ok?

Um abraço e boa sorte!
Caroline

Grávidas e seus temores: o medo de perder o bebê

7 out

O medo de perder o bebê deve ser tratado

O medo de perder o bebê talvez seja a maior ansiedade das mulheres manifestada abertamente na gravidez.  Disso não se pode falar sem receio. E ao falar, quase que em uma confissão, quantas outras mulheres apontam que sentiram o mesmo.

Em algumas culturas, só se anuncia a gravidez após o terceiro mês de gestação. Isso porque o chamado “período de risco” já passou. De fato, é no primeiro trimestre da gestação que acontecem mais perdas. O período de desenvolvimento embrionário é determinante e as condições maternas serão postas à prova. Mas sempre que escuto uma mulher dizendo sobre esse temor me pergunto: de quê ela está falando? É um medo característico do processo gestacional ou é algo mais complexo?

Para algumas mulheres isso pode se tornar um sintoma. Desse modo, elas passam a paralisar suas vidas em função da conservação da gestação. Fazem repousos, evitam o sexo, param de trabalhar. Essas atitudes devem ser observadas por ela e pela família. Em alguns casos, a ajuda psicológica é necessária para fortalecer essa mulher e ajudá-la na construção de um novo lugar no mundo: o de uma futura mãe.

Sexo e gravidez: ainda um tema tabu?

28 set

Sexo na gravidez não é um tema atual. Entretanto, como se fala disso! Se o assunto não pára de se fazer discutir, podemos pensar que muitas dúvidas e questões estão em jogo. Os médicos são unânimes nesse ponto: se a mulher está bem, não há porque não fazer sexo na gestação.

Contudo, sabemos que sexo não é somente um ato biológico. Existem diversos sentimentos associados a ele, principalmente o desejo. É claro que o corpo da grávida está diferente e novos arranjos deverão ser feitos. É comum que um dos parceiros, senão os dois, tenha medo de transar. Isso deve ser levado em conta pelo casal que, então, poderá conversar sobre o assunto.

Geralmente o medo de “machucar o bebê” é a razão principal para evitar o sexo. Caso isso ocorra, pode-se pensar: o que está em jogo nessa recusa? Quais são as expectativas de cada parceiro nesse novo momento da relação? Às vezes, questões íntimas do casal e o desconforto com as mudanças de vida estão por detrás disso. Mostrar os sentimentos e falar sobre as transformações trazidas pela gravidez pode ser um bom caminho para o casal trabalhar a questão.

Estou grávida! Sentimentos iniciais.

18 ago

Receber a notícia de uma gravidez é sempre algo surpreendente. Muitas sensações passam pela cabeça das mulheres, trazendo espanto, surpresa, felicidade, entusiasmo, medo ou todas elas ao mesmo tempo. É importante dizer que, na grande maioria dos casos, a mulher experimenta o que chamamos, na psicanálise, de ambivalência afetiva. Esse conceito diz respeito a esse emaranhado de sensações simultâneas que podem ser positivas ou negativas sobre a gravidez. Muitas vezes, as grávidas não têm consciência delas, assim, não se dão conta de sua existência. Essa experiência é perfeitamente comum e acontece com muita freqüência. Em alguns momentos a mulher nem sequer deseja estar grávida. Como a gravidez é uma situação de total mudança na vida de uma mulher ela traz em si mesma, expectativas sobre uma nova vida para aquela gestante.

Para as mulheres que esperam há muito tempo um bebê a sensação aparentemente é de alegria total; afinal, a espera é coroada pelo resultado positivo. Contudo, nem sempre é assim. Mesmo desejando muito um bebê, a sensação de estranhamento pode aparecer. Esse pode ser o caso das gravidezes fruto de reproduções assistidas, por exemplo. A mulher quis aquela gravidez e não entende porque não se sente totalmente plena. Tal fato pode ficar mais evidente em mulheres que não planejaram a gravidez: outras sensações, além das positivas, podem estar em destaque, como medo, rejeição à gravidez, sensação de perda de controle, pavor diante da ideia de um bebê. Em todos os casos, é interessante que a mulher possa ter amparo da família, companheiro ou amigos, ou seja, alguém com quem ela tenha vínculo afetivo.

Quando existe um comprometimento emocional da mulher e uma sensação muito ruim sobre a gravidez é interessante que ela busque ajuda de um especialista da área de saúde gestacional, como médico, profissionais da rede de saúde, psicólogos, enfermeiros, entre outros.