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Eu sou o Antônio. A importância do nome próprio no bebê

9 mar

O bebê se desenvolve todos os dias, sem exceção. Mesmo quando não percebemos diferenças no exterior não podemos nos deixar enganar: dentro do bebê novas conexões, relações e vínculos são formados.

A conquista do pEurimeiro passinho ou da primeira palavra são comumente lembradas pelos pais, mas outras aquisições importantes da criança podem passar desapercebidas, uma delas o uso do termo Eu.

O bebê geralmente se auto-refere a partir de seu nome ou apelido, a Caca, o Fefe, a Dedé, repetindo o modo como os pais o chamam. Mas, de repente, ele diz: eu. Eu quero! Eu não gosto. Alguns mesmo antes de falar já pequenos batem no peito mostrando essa referência.

O surgimento da palavra Eu mostra o estabelecimento de uma organização psíquica muito importante, indicando que a criança sempre se relacionará com o mundo a partir de um olhar próprio. Esse marco costuma acontecer entre o primeiro e o segundo ano de vida e os pais devem estar atentos ao seu surgimento.

Sem dúvida estruturar uma unidade psíquica singular é uma conquista. Ela mostra a diferença radical do bebê com todos os outros, sua particularidade, sua unidade de sujeito singular. Novos gostos, novas descobertas. Delícia de acompanhar.

Abraços!

Caroline

Será mesmo a maternidade a melhor coisa da vida?

4 jun

ImageOntem foi publicada uma coluna na Folha de São Paulo intitulada “Nem todo mundo está feliz com a maternidade” escrita por Cláudia Collucci. De modo interessante, a colunista traz a tona números que apontam para a insatisfação de mulheres em relação à maternidade. Entretanto, por que isso não é visto por aí? Por que as mulheres não falam de suas tristezas em relação ao papel de mãe? E além disso, por que será que os pais não são ouvidos? Parece que essa questão só pode ser vista quando algum bebê é colocado em uma lixeira, como bem ilustra a matéria.

Podemos tentar construir algumas respostas. A maternidade é descrita socialmente como um momento de plenitude, amor, com um ar quase sacralizado. Os coletivos maternos e grupos feministas têm discursos muito fortes, pautados no bem estar do bebê e no mágico momento vivido com a maternidade. A impressão que isso causa é de que é impossível para as famílias falarem de seus sofrimentos e dificuldades em relação aos filhos. Muitas mulheres tem suas vidas totalmente modificadas pela chegada do bebê e nem sempre a mudança é para melhor. É alto o número de casais que se separam após a chegada dos filhos, as mulheres perdem seus empregos e tem dificuldade de contribuir nas despesas familiares. Soma-se a isso o sentimento de perda de identidade, não reconhecimento do corpo e a preocupação de não responder conforme esperado. O discurso para a mãe é seja feliz! Ame seu bebê! É até mais que um discurso, é um imperativo.

Talvez a tristeza de algumas mulheres mostre como nem tudo são rosas e isso ameaça a força dos grupos. Assim, o movimento social de silenciar as insatisfações permeia as mulheres e seus companheiros que tem somente a solidão e frustração como guias. Não seria mais interessante acolher essas famílias do que silenciá-las e atacá-las? Essa pode ser uma forma para evitar que tragédias aconteçam. Que os rompimentos nos vínculos tornem caminhos irreversíveis. É para pensar…

Caroline

O final da lincença maternidade: babá, avós, creche?

7 fev

A maternidade é um mundo completamente novo. Tem mulheres que ficam tão apaixonadas por seus filhos que decidem abrir mão de suas carreiras e passam a se dedicar totalmente aos cuidados com o bebê. Isso pode durar alguns anos ou mesmo para sempre. Essas mães não precisarão se perguntar sobre babá ou creche, mas irão se perguntar sobre qual o melhor momento para a escola.

Contudo, existem várias mulheres que adoram trabalhar e não pretendem ficar no papel de mães em tempo integral. Outras precisam trabalhar para contribuir com o sustento dos filhos. Tudo bem, sem nenhum problema ou julgamento. Não é porque as mulheres desejam retomar seu trabalho que elas não se preocupam com o bebê. Não conheço uma só mulher que não se perguntou sobre os cuidados do bebê no momento de retorno ao trabalho.

As opções mais frequentes são a babá, os familiares ou as creches. Vamos pensar nas características de cada escolha. Não existe caminho melhor ou pior. Existe o que naquele momento é o melhor arranjo possível.

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As babás podem ser ótimas opções para quem tem filhos muito pequenos. Nesses casos, o bebê não irá precisar adaptar sua rotina a rotina de uma instituição escolar. Além disso, ele estará com seu corpo mais desenvolvido contra as doenças infantis ao entrar na escola. As babás podem ser curingas nos casos onde as mães não trabalham tempo integral e podem dividir a tarefa dos cuidados do bebê com elas.

Mas é bastante difícil encontrar uma pessoa qualificada, de confiança e disponível para isso. Alguns pais não suportam a ideia de deixar seus filhos com uma pessoa desconhecida, pois o bebê é indefeso. Ainda acreditam que a babá não é capacitada para prover recursos educacionais. Uma funcionária também é algo oneroso, caro para as famílias e que está se tornando menos comum.

Avós

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Os avós ou familiares podem ser uma boa saída para quem tem dificuldade de confiar seu bebê a uma babá e ainda não querem colocá-lo na creche. Esse arranjo é interessante para aquelas famílias que sentem prazer em cuidar dos netos e ajudarem em sua criação. Mas hoje em dia muitos avós ainda trabalham e são ativos, com uma vida cheia de compromissos pessoais.

Nem todos os avós desejam ajudar na educação dos netos com uma tarefa tão rotineira. Eles curtem mais passeios esporádicos e se dispõem a ajudar nas famosas “emergências”. Além disso, nem sempre tem energia para acompanhar as necessidades de desenvolvimento do bebê e muitos já tem uma saúde comprometida.

Quando se escolhe por um familiar é importante o diálogo prévio com uma série de combinados como, por exemplo, horário e remuneração ou ajuda de custo com os gastos do bebê. Isso ajudará no dia-a-dia para que todos entendam suas tarefas.

Creches ou escolasedu2c

Ótimo recurso para aqueles que não têm familiares ou não acreditam que uma babá pode ser responsável pela educação de uma criança. A vantagem da creche é a segurança. Geralmente é um ambiente vigiado, onde vários profissionais atuam conjuntamente, o que dificulta abusos e maus tratos. Outro ponto interessante é a disponibilidade de horários das instituições para os pais que trabalham.

Quando se opta por um berçário tem que se levar em conta fatores como: localização, recomendação de conhecidos, segurança, higiene e currículo dos profissionais que ali trabalham. Os pais devem-se estar atentos ainda a idade da criança. Muitas escolas aceitam somente crianças acima de 1 ano ou que já se locomovem.

Não existe uma escolha única também. Várias famílias dividem-se em combinações diferentes. O melhor caminho é tentar descobrir o que sua família realmente precisa, tentando atingir o bem estar de todos.

Boa sorte e até o próximo post da série A importância da escola no processo educacional.

Caroline

Adeus ano velho

27 dez

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O ano novo vem com votos de esperança e renovação. Todo ano é assim: a promessa de um ano diferente. As crianças não entendem bem essa dinâmica, nada muda muito de um dia para o outro, de modo geral.

Mas a pergunta que deveria surgir é: como eu faço para mudar? O que de fato estou fazendo para ser diferente?

O pulo do gato está em implementar uma ação, não só uma ideia. Pequenos passos podem ajudar, após a determinação de uma meta. Alvo, ação e persistência para adultos e crianças trazem a possibilidade de reais mudanças.

Boa sorte em seus planos de 2014!

Um abraço,

Caroline