Como escolher a maternidade ideal para a chegada do bebê?

25 fev

A chegada do bebê é um momento único para todas as grávidas. E, por incrível que pareça, a experiência do parto pode ser muito influenciada pelo local de nascimento escolhido para a grande hora! Ufa, são tantas coisas a pensar: localização, preferência do médico, locais cobertos pelo plano de saúde, falta de vagas…

  1. A preferência do médico deve ser ouvida com carinho. Isso porque quando ele está acostumado a trabalhar em uma determinada instituição ele pode conhecer e se relacionar melhor com a equipe de saúde. Isso também pode facilitar para uma internação mais ágil e menos burocrática.
  2. Cheque com o convênio de saúde todos os locais disponíveis. Não deixe de visitá-los e aproveite para conversar com profissionais que lá atendem.
  3. Converse com outras mulheres que tiveram seus bebês no local escolhido. Veja se elas gostaram do atendimento recebido e se recomendam a instituição.
  4. Se você usa o SUS não deixe de ter algumas opções. Talvez você pode não ser atendida na unidade escolhida e precise recorrer à outra instituição. Mesmo que uma boa maternidade seja distante de sua casa ela poderá ser usada.
  5. Ao optar por uma casa de parto conheça o local e siga as dicas acima. Em casos de partos normais e pacientes de baixo-risco elas podem ser uma ótima opção.
  6. Em casos de gravidez com complicações é importante o local oferecer recursos como UTI neonatal e materna.
  7. Para finalizar a principal dica: não se impressione apenas pela beleza do local! Algumas maternidades são lindas, modernas, mas fornecem um atendimento desumano e totalmente rotinizado, ou seja, sem individualização de gestante para gestante.

Boa sorte!

Por que as mulheres querem a cesárea? Comentários sobre a reportagem do Jornal Hoje

13 fev

No dia 8 de Fevereiro o Jornal Hoje exibiu uma matéria bem interessante sobre as altas taxas de cesariana no país. Nota 10 para a iniciativa de uma grande emissora em entrar no mundo do mercado da assistência ao parto. Infelizmente, a nota não é tão boa em relação ao que foi exibido.

Para entender por que as mulheres “preferem” a cesariana, o Ministério da Saúde encomendou à FIOCRUZ uma pesquisa que irá ouvir 24 mil mulheres, buscando motivos para a suposta preferência. Essa iniciativa é ótima e espero ouvir as verdadeiras razões, pois o que foi exibido não reflete a realidade. As mulheres foram colocadas como responsáveis por tal fenômeno. No Brasil, as taxas de cesarianas chegam a 30% no SUS e 82% na rede privada, enquanto o recomendado é 15%.

Apresentaram-se mulheres dizendo que têm medo do parto normal, devido à dor. Bom, hoje existem métodos seguros de analgesia, ou seja, de alívio para dor. Mas a realidade é bem diferente. Poucos locais disponibilizam médicos anestesistas e outros nem garantem a presença de um acompanhante, o que é um desrespeito à Lei. Que dirá questionar o médico sobre suas condutas, como aponta o Secretário de Atenção à Saúde…

Segundo Alberto Zaconeta (presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia) as cesarianas só vão diminuir quando as mulheres e os hospitais mudarem a mentalidade. Bom, mas e os médicos? Não vamos discutir as cesáreas eletivas em dias de semana, o chamado “sofrimento fetal” que justifica todas as intervenções cirúrgicas, e a agenda do profissional? Afinal, pela rapidez do procedimento em casos de cesarianas, o médico pode agendar até 6 operações em um dia, bem diferente de um parto normal. Além de outros 1000 motivos como: reserva de mercado, hierarquização da saúde, baixa qualidade da assistência e etc… Será que são as mulheres que querem a cesárea ou elas foram ensinadas a querê-la?

Veja a matéria e forme sua opinião! Um abraço!

Como amamentar meu bebê? Quais são os benefícios trazidos pela amamentação?

8 fev

Esse post é a última parte da entrevista com o Dr. Marcus Renato de Carvalho que está sendo divulgada no série Mitos e Verdades sobre a Amamentação. Abordaremos agora as formas de amamentar o bebê e alguns dos muitos benefícios trazidos pela prática. Boa leitura!

    Caroline – Qual é a melhor forma de amamentar o bebê?

Dr. Marcus – Na hora da amamentação, o bebê deve ficar bem juntinho ao corpo da mãe, com o nariz e o queixo encostados no peito. Não precisamos colocar os dedos “em tesoura” para liberar as vias aéreas… Todo recém nascido tem o reflexo de sucção e é capaz abocanhar a aréola. O foco principal é oferecer um posicionamento confortável do bebê no colo da mãe, proporcionando uma boa pega. O tamanho dos seios também não influencia na quantidade de leite produzida pela mulher. A pega nos mamilos é o fator decisivo para a amamentação.

Caroline – E com relação aos mamilos? Existe algo para evitar as fissuras ou machucados na mama?

Dr. Marcus – Para uma amamentação adequada os mamilos podem ser normais, planos ou invertidos: qualquer tipo pode ser abocanhado pela boca do lactente caso a mama não esteja cheia. Esse momento deve ser ser algo prazeroso e não doloroso. Não é para sangrar o bico do seio, rachar ou ter mastite, que é a inflamação/infecção das mamas. Quando isso ocorre, sabemos que a mulher não foi bem orientada. O apoio de um profissional capacitado em manejo da lactação é indicado.

Caroline – E quais são os reais benefícios da amamentação para o bebê? Por que é importante estimular o aleitamento?

Dr. Marcus – A amamentação é benéfica tanto para o bebê quanto para a mãe. Ela estimula o crescimento saudável e o desenvolvimento de toda a face, além de evitar infecções e diversas doenças crônico-degenerativas, cânceres, alergias etc. Outro ponto positivo e pouco comentado é a importância dos seios na organização psíquica dos bebês que, ao agarrá-los, sentem-se apoiados na hora das refeições. No caso da mãe, pode-se afirmar que a amamentação diminui a incidência de câncer uterino e de seio, diminui a chance de anemia, além de facilitar o emagrecimento.

Agradeço ao doutor Marcus pela gentileza das informações. Visitem o site da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação e não deixem de ver outra entrevista bem informativa do médico para a Revista Mundo Estranho.

Créditos:  Marcus Renato de Carvalho é consultor de amamentação pelo IBCLC e docente de Pediatria da Faculdade de Medicina, UFRJ

 

Matéria sobre as altas taxas de “partos” cesarianas no Brasil

8 fev

Amigos, hoje o Jornal Hoje irá transmitir uma matéria sobre as altas taxas de cesarianas no Brasil. Acho que vale a pena ver. Amanhã farei comentários no blog!

Abraços!!!

Participe da enquete: por quanto tempo você amamentou seu bebê?

2 fev

Aspectos psicológicos importantes para uma boa produção de leite

2 fev

Um ambiente tranquilo pode levar ao sucesso da amamentação

Esse post é a segunda parte da entrevista com o Dr. Marcus Renato de Carvalho que está sendo divulgada no série Mitos e Verdades sobre a Amamentação. O tema central aborda os aspectos que influenciam a produção de leite. Aproveite!

Caroline – Muitas mulheres têm medo de não produzirem leite na quantidade suficiente para seus bebês. Como o leite é produzido?

Dr. Marcus – O leite é produzido pelo ato de sucção das mamas pelo bebê, ou seja, quanto mais ele suga, mais leite a mulher terá.

Caroline – Entretanto, algumas coisas importantes devem ser levadas em consideração como o estado psíquico da mulher…

Dr. Marcus – O processo de amamentação é influenciado pelas características da mulher. Quando a mãe não está se sentindo confortável e tranquila ela pode não liberar a ocitocina, que é o hormônio responsável pelo início da descida do leite. Esse leite “do final” da mamada é mais gorduroso, sendo capaz de sustentar mais o bebê.

É importante dizer que tudo pode influenciar a amamentação, desde um ambiente familiar propício até a chegada do bebê em um “momento” não adequado. É por isso que os aspectos psicológicos são importantes, uma vez que o leite é produzido no peito e na cabeça. A amamentação envolve uma generosidade muito grande da mulher, é uma doação. Entretanto, nem sempre ela está em condições de fazer isso.

Caroline – Então acho que podemos pensar em preparação para amamentação nesse sentido: ajudar a mulher no processo do aleitamento, ensinando técnicas e tornando o ambiente familiar o mais propício possível. A harmonia familiar e o estímulo à lactação podem ser importantes para todos os membros, especialmente a mulher e o bebê.

Dr. Marcus – Acredito que se a mãe não for preparada e apoiada, ela pode ter dificuldades para amamentar. Ao contrário do que muitos pensam o aleitamento não é um ato instintivo ou inato, mas sim uma habilidade cultural que precisa ser (re)aprendida.

O próximo post será sobre formas de amamentar o bebê. Aguarde!

Mitos e verdades sobre amamentação: a preparação dos seios

1 fev

É com prazer que começo uma nova empreitada: a coluna de entrevistas especializadas. Quero aproveitar esse espaço para divulgar informações seguras que vão além do meu campo de atuação, a Psicologia.  Para isso contarei com convidados de outras áreas que fornecerão maiores detalhes sobre temas de interesses de vocês.  O primeiro entrevistado é o Doutor Marcus Renato de Carvalho, da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação. Por ser rica e detalhada em informações, eu a dividi em quatro posts que serão lançados ao longo dessa semana. Espero que gostem! Abraços…

 

SOBRE A PREPARAÇÃO DOS SEIOS:

 

Caroline – Sempre ouvimos dizer que existem cuidados que as mulheres devem ter para uma boa amamentação. Isso é verdade? As mamas/mamilos precisam ser “preparadas”?

Dr. Marcus – As mamas não precisam e não devem ser “preparadas”, pois isso pode levar a machucados e infecções. Durante a gestação há o crescimento do tecido mamário, o escurecimento da aréola. É isso que faz com que ela se torne mais resistente para a hora da amamentação. Além disso, ocorre o desenvolvimento das glândulas de Montgomery (uns “carocinhos” na aréola), que produzem uma secreção lubrificante e anti-séptica para proteger o mamilo do atrito da boca do bebê durante as mamadas.

Algumas conhecidas técnicas, como os exercícios de Hoffman, ordenha e aplicação de pressão negativa não estão mais indicados durante a gestação. Esses métodos não induzem o parto prematuro, mas não se mostram efetivos.

 

Caroline – Há várias mulheres que fazem uso de sabonetes ou de técnicas de preparação do mamilo, como o banho de sol. Quais delas funcionam realmente?

Dr. Marcus – O uso de sabonetes nos mamilos e nas aréolas deve ser evitado por duas razões: para não provocar rachaduras e para não remover a oleosidade natural da pele. Também não recomendamos mais a exposição da mama ao sol, mesmo que por poucos minutos. Isso porque, atualmente, já se tem certeza que o que causa fissuras é a pega incorreta do bebê na hora da mamada. É importante observar se o bebê abocanha toda a aréola e não só o mamilo, o que seria a pega correta. Outro fator capaz de provocar as fissuras é oferecer o seio quando ele está muito cheio.

 

O próximo post será lançado amanhã e abordará quais fatores são importantes para a produção do leite. Espero por vocês!

Abraços!

 

A dor do aborto recorrente

18 jan

O sofrimento das perdas pode ser danoso

Algumas mulheres querem muito engravidar, mas não conseguem. Frente à impossibilidade, algumas delas recorrem a tratamentos de reprodução humana, como a fertilização in vitro. Outras mulheres conseguem engravidar sem problemas, mas após um período da gravidez o sonho de ser mãe nem sempre acontece e pode se transformar no pesadelo dos abortos recorrentes ou repetitivos. Depois de um momento feliz, ao saber da gravidez, a mulher se vê perdendo o bebê e junto com ele o projeto da maternidade.

É muito doloroso para a mulher vivenciar a perda. O processo de luto precisa ser revivido constantemente o que pode levar a queda da auto-estima e a insegurança na própria capacidade de ser mulher. Elas descrevem um enorme sofrimento, muitas vezes vividos de forma solitária. A impressão relatada é a de que ninguém poderá ajudá-la, uma vez que seu sonho não consegue se realizar. Em alguns casos, os familiares também ficam bastante abalados, sem conseguirem dar apoio à mulher.

Mesmo sendo um problema mais discutido nos casos que utilizam técnicas de reprodução assistida, diversas mulheres enfrentam a dor do aborto recorrente. Sabe-se que problemas físicos podem ou não estar presentes nesses casos, sendo importante ainda os aspectos psíquicos de cada mulher. É importante que ela mulher se fortaleça, compreendendo o que é possível ou não de ser feito frente ao sonho de ser mãe. Escutar a mulher e apoiá-la são modos de ajuda importante.

Grávidas podem amamentar sim!

3 jan
Amamentação

A gestação não é impedimento para a amamentação

Esse post foi escrito a pedido de uma leitora que tinha dúvidas sobre se poderia ou não continuar amamentando seu filho mais velho. Após uma busca pela leitura especializada, posso dizer que os especialistas não contra indicam a amamentação em caso de nova gravidez. Entretanto, há alguns cuidados que a mulher deve adotar, principalmente com a alimentação. Afinal, nesse momento a grávida estará alimentando três pessoas: o bebê, o filho mais velho e ela mesma. Mas isso não é motivo para comer demais, principalmente comidas calóricas e sem qualidade nutricional. O ideal é caprichar em alimentos saudáveis, ricos em vitaminas, proteínas e fibras.

Com relação aos possíveis riscos, a literatura garante que a amamentação na gravidez é segura. Em alguns casos, o leite pode mudar de gosto ou ter sua quantidade reduzida. Mesmo assim a qualidade do leite materno é mantida.

Assim, parece ser mais um mito não poder amamentar na gravidez. O Ministério da Saúde inclusive recomenda a continuidade do aleitamento. Até porque é bem provável que o filho mais velho já esteja comendo outros alimentos e o leite seria um complemento na alimentação. Contudo, converse sempre com seu médico ou membro da equipe de saúde, pois alguns casos exigem a interrupção ou desmame mais precocemente. Se a mulher decidir por fazer o desmame isso deve ser feito devagar para não prejudicar a alimentação da criança e o vínculo estabelecido entre mãe e bebê. Informações seguras sobre a nutrição do filho mais velho ainda podem ser obtidas com o pediatra, que irá orientar a mulher e a família sobre o desenvolvimento da criança.

Um abraço e um ótimo 2012!

Caroline.

Alguns trabalhos consultados e diponíveis online:

1) King, FS. Como ajudar as mães a amamentar. 4ed. Brasília. Ministério da Saúde, 2001.

http://www.fiocruz.br/redeblh/media/cd03_13.pdf

2) Andrade MAG. Aleitamento Materno.

http://scholar.googleusercontent.com/scholar?q=cache:43QiNS_k4DYJ:scholar.google.com/+amamenta%C3%A7ao+e+nova+gravidez&hl=pt-BR&as_sdt=0

Boas Festas

20 dez

Caros leitores,

Estarei fora pelo período de festas de final de ano. Desejo a todas as grávidas, mães, pais, familiares e interessados no tema um ótimo Natal, cheio de felicidades e paz! Espero que 2012 seja um ano iluminado, com esperança e renovação… Ah, e claro… com a família aumentando!

Abraços!!!

Caroline